Se bem que a coisa toda funciona de maneira hereditária; sempre vi meu pai matando horas preciosas do seu tempo ocioso absorvendo informação de pequenos blocos de papel cheios de letras organizadas de maneira a formar palavras que, num conjunto de frases, contavam uma história. Sim, livros.

Nessas afirmações infundadas sobre a morte dos livros e jornais, comprazo-me em saber que as pessoas por detrás disso são provavelmente “novos-profissionais” de comunicação que cresceram num mundo sem livros, cujo o primeiro contato com os mesmos fora na escola, onde aprenderam a odiá-lo.  Não que seja uma coisa negativa as pessoas disporem de aparatos altamente tecnológicos para ter contato com o mundo das palavras escritas — muito pelo contrário. E estou longe de afirmar que isso tudo é modismo e que um e-reader nunca substituirá um livro impresso. Isso já está acontecendo, porém não como muitas pessoas vêm afirmando. Os e-readers estão apenas preenchendo uma lacuna à qual os livros nunca foi suficiente e atingindo as pessoas que não sentiam-se conectados de maneira alguma à fina arte de virar páginas.

Como afirmei em primeira instância, se crescemos vendo nossos pais a ler livros, provavelmente teremos mais intimidade com eles e, da mesma maneira, crescer rodeado de pixels te deixará mais confortável em frente a um Kindle ou iPad.

Ainda não conheci alguém que trocou a celulose pelo celular.